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No início, os automóveis não eram controlados por um volante, mas por um sistema precário e inconveniente de direção. É surpreendente como o volante de direção – tão prático e racional – demorasse tanto para ser adotado. A razão, no entanto, não é inexplicável. Não se deve esquecer que nos primeiros 15 anos de vida, o automóvel era chamado de carruagem sem cavalo, não por uma questão de metáfora, mas porque o consideravam uma consequência natural das carruagens, como pode ser visto por suas carrocerias.

Quando os fabricantes dos novos automóveis tiveram que projetar um sistema de direção para veículos, mantiveram-se o mais próximo possível do tipo usado nas carruagens. Isto explica a origem do “queue de vache” (rabo de vaca) – uma barra de metal ou madeira, geralmente curva, em duas direções que, com uma simples conexão, variava o ângulo do eixo dianteiro para a linha central do chassi.

Evidentemente era um sistema apenas prático para baixas velocidades, pois era impossível ter controle preciso da direção devido à “chicotada” dada pelo leme. Usado bastante tempo, já no final do século XIX, o sistema da barra de metal foi substituído por um outro menos rudimentar. Mecanicamente era mais complicado e foi chamado de sistema de duas mãos.

Este sistema consistia em uma coluna vertical de direção ligada embaixo a conexões de direção semelhantes às atuais. A parte superior da coluna era rigidamente ligada a uma barra horizontal de 20 a 30 polegadas de comprimento, com um guidão vertical em cada extremidade. Também este foi abandonado logo depois por um outro bem mais próximo das características atuais. Ao invés do guidão, havia uma barra vertical em relação ao eixo. Os aperfeiçoamentos foram se fazendo aos poucos. Primeiro, foi a coluna inclinada. As rodas, por esta razão, puderam ser aumentadas de diâmetro. E havia razões para que aumentassem. As estradas eram péssimas, o que provocava violentos choques nas ligações das rodas com a barra de direção. A única maneira de minimizar estes choques era aumentar o diâmetro das rodas.

O ajustamento da barra de direção, nos últimos 70 anos, deveu-se à ignição manual de alavanca avançada e retardada, comumente montada no centro do veículo. Esta alavanca varia segundo a potência do motor. Atualmente, tudo é feito automaticamente. A buzina no centro do guidão apareceu mais tarde. Por anos, usou-se uma campanhia fora do guidão. Além daqueles modelos tipo corneta havia outros complicados. Até buzinas a gás, operadas por um pedal.

Os desenhos de guidão atualmente são revolucionários só exteriormente. Os princípios básicos do guidão ligado à barra de direção é o mesmo de quando, há há mais de 70 anos foi implantado. A preocupação (nos Estados Unidos mais do que em qualquer outro país) era oferecer cada vez mais segurança. O governo norte-americano exigia que os guidões fossem presos à barra por dois tubos plásticos embutidos, que, no caso de uma colisão, eram mais difíceis de se quebrar.